Ah, a Bienal...esse evento de qualidades inúmeras - que hoje conta com um público
não sei quantas vezes abaixo do esperado - pôde contar comigo, na última sexta, para visitá-la. Não fiquei o dia inteiro, não senti necessidade para tanto, mas realmente, algumas obras são muito bacanas (e valem a re-visita no mundo da internet). Outras, bem ruinzinhas, e sobre essas não vale a pena escrever.
Vai aí a seleção da vez:
No primeiro andar da Bienal....
não vá pela esquerda, vá pela direita. Assim, passará pelo corredor de fotografias de
Alessandra Sanguinetti. Neste conjunto, a fotógrafa expõe imagens de dois projetos (
Las aventuras de Guille y Belinda y el enigmático significado de sus sueños e El devenir de sus dias) em que acompanhou duas primas da zona rural argentina - Guille e Belinda - por um período de aproximadamente dez anos. Nesse meio tempo, fotografou tanto a entrada das meninas para a vida adulta, quanto a performance de seus sonhos. O resultado é muito bonito, e faz pensar sobre a importância do elo para além do
click entre quem fotografa, e quem é fotografado. O resultado, pelo menos nesse caso, é magnífico: expira cumplicidade e intimidade.
Boa parte das fotografias (senão todas), podem ser vistas no
site de Sanguinetti. Mais informações, também podem ser encontradas no
site da Bienal.
Ophelias, 2002 © Alessandra Sanguinetti
The black cloud, 2000 © Alessandra Sanguinetti
Madonna, 2001 © Alessandra Sanguinetti
The Nanny, 2006 © Alessandra Sanguinetti
Summer bath, 2000 © Alessandra Sanguinetti
The Wedding Bed, 2007 © Alessandra Sanguinetti
continua no próximo post, o próximo artista!