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domingo, 22 de abril de 2012

Pensando gênero em Abu Ghraib


Lançado em março desse ano, discute questões de gênero a partir do caso de Abu Ghraib. Para quem não lembra: em 2004, vazaram fotos de prisioneiros sendo torturados e humilhados por militares americanos nas dependências da prisão iraquiana. Entre os torturadores, duas jovens americanas sorridentes: Lynndie England e Sabrina Harman.
O caso foi também recontado pela peça "Palácio do Fim", com Camila Morgado no papel de Sabrina.

Do prefácio, que pode ser lido no site da editora:
" the focus of this book is a social and cultural theoretical analysis of the  empirical data regarding the prison abuse that occurred at abu ghraib prison in  iraq by american forces. The empirical data provided is drawn primarily from my  first-hand qualitative research that involved participant-observation of Lynndie  England’s and  sabrina  harman’s courts-martials, interaction with soldiers and  officers, and analysis of documents pertaining to the trials as well as the photographs  of abuse themselves, among other things" (...) "given that the U.s. military is not a bastion of feminism, this analysis is important for several reasons: showing how power functions within abu ghraib and also for interpreting and illuminating the gendered and homoerotic torture that took place there as well."

Sobre o entendimento da noção de gênero como relacional - pode parecer besteira, mas é sempre bom lembrar que nada é por si, tudo é em relação. A gente dá voltas e voltas pra chegar em alguma coisa que já estava n'O Totemismo Hoje...
"My approach to understanding gender is that gender as a sociological concept is  multifaceted, based on power relations, and has to do with performances of individual,  cultural and symbolic meaning constructions, where identity is constituted through  these performances. Gendering is something that is “done” (either something we  do, or something that is done to us), it is a process and an action, and a metaphysical  transformation so to speak. gendering is always in reference to a “code” such as  a context, a culture, or a symbol rich with meaning, and these “codes” have to  do with power. Bodies can be gendered, so can roles, expectations, spaces and  environments, commands, organizations and institutions, fashions, theoretical  viewpoints, and advertisements, to name a few. in this way, gender is a process  metaphysics,  a system of becoming, a performance process, an adjective of sorts,  a means for identity construction, as well as a tool or thematic for analysis. gender  functions as code with power infused within its understandings—where even the  analysis of power itself can be examined and understood as “gendered.” what i think is most important within discussions of gender is not only theoretically  important conversations about gender (its “code”) rich with detail and example, but  also critical engagement and thought about how gender is policed, produced by and for us, consumed, and other ways power makes complex the relations of gender."

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Arte indígena no Brasil: agência, alteridade e relação



Dica de livro: LAGROU, Els. Arte indígena no Brasil: agência, alteridade e relação. Belo Horizonte: C/Arte, 2009. 

Ótima introdução aos que acabaram de se interessar pelo tema antropologia & arte, e querem ter uma visão geral sobre o assunto. A autora introduz alguns autores que contribuiram para esse ramo de estudo, puxando, é claro, para as contribuições de análise da arte indígena brasileira. Para isso, utiliza uma linguagem simples, ainda que densa, que pede a atenção constante do leitor. 

O que fica de impressão é que o livro pode ser muito bem utilizado nas práticas de ensino extra-universidade, como para jovens de ensino médio [diferentemente a última obra da autora, também sobre o tema: A fluidez da forma: arte, alteridade e agência em uma sociedade amazônica (Kaxinawa, Acre)]. Tanto é, que ao final existem propostas de várias atividades que ajudam a compreender o ensaio teórico e sua mensagem/objetivo: “ensinar um modo de entender e olhar para as artes indígenas” (LAGROU, 2009, p. 09).

Fica a dica!

domingo, 7 de novembro de 2010

download de livros

Um compêndio de editoras que disponibilizam parte de seus títulos para download!

- Fundação Perseu Abramo: http://www.fpa.org.br/bibliotecadigital 
Entre os títulos disponíveis, obras de Maria da Conceição Tavares, Emir Sader, Octávio Ianni, Maria Rita Kehl, entre outros.

- Editora Cultura Acadêmica: http://www.culturaacademica.com.br/colecao_view.asp?ID=6
Uma iniciativa da UNESP, que coloca (acredito) que todos os seus lançamentos já para download

Disponibiliza todos os livros da editora que já estão esgotados.


sexta-feira, 1 de outubro de 2010

em dia chuvoso...

...com cólica e ainda com a perspectiva de ser mesária no domingo (mesária não! segunda secretária! hahaha)  a Luisa se afunda na internet em busca de animações...hahahaaha, e manda tudo aos amigos aos pouquinhos, pra encher a caixa de entrada de todo mundo.

São sobre dois livros agora

Aquele tipo de livro que vc ainda não leu, mas tem quase certeza que é bom e que vale a pena ler.

O primeiro é do Joe Sacco, um cara muito bacana (tão bacana que o senhor Rodrigo não devolve o meu livro dele hahaha, brincadeira) "Notas sobre Gaza". O legal dessa HQ é que ela foi resultado de um intensivo processo de pesquisa histórica sobre um evento que aconteceu em Gaza, em 1956: um massacre de palestinos pelo exército israelense. Tive a oportunidade de assistir um bate papo com Joe Sacco em que ele descreveu o processo de estudo que realizou, e achei sensacional. Uma das coisas que me lembro é ele comentando: uma coisa é falar que aconteceu, em 1956, em Khan Younis e Rafah, um massacre de civis. Outra coisa é desenhar esses civis em 1956, desenhar o lugar em 1956, passar pela imagem esse evento sem errar nos detalhes. Enfim, acho que é um tipo de trabalho que exige uma atenção muito grande...e enfim, o cara é muito bom. Ele até falou de uma intenção quase de fazer um quadrinho antropológico...
enfim, o livro é meio caro, uns cinquenta reais (tanto é que eu ainda nao comprei), mas parece ser muuuito bom
tem várias entrevistas com ele online, se quiserem saber mais, eu achei ele um cara muito sensato, sabe colocar bem os vários lados da questão.

O outro é um livro chamado Snuff, que fala da indústria pornô e foi escrito pelo mesmo autor do Clube da Luta, Chuck Palahniuk. Pelo que entendi das coisas que li sobre o livro na internet, é que ele, inspirado por uma atriz pornô que ficou muito famosa, a Annabel Chong (que fez em dez horas sexo com 70 homens), desenvolve a atriz fictícia Cassie Wright, que tem por intenção fazer um filme em que fará sexo com 600 homens - o World Whore Three. O livro então descreve e narra o momento em que os 600 homens estariam esperando pra fazer sexo com Cassie.
O autor, segundo fontes internetescas, então faz a história levando em conta todas as violências psicológicas que a industria pornografica implica. O mundo da pornografia eu pessoalmente não acho muito bacana, mas conheço pouco também. Não consigo desvinculá-lo de uma atitude que objetifica as pessoas, e que as transformam em mercadorias...Vamos ver se lendo esse livro eu mudo ou reafirmo essa opinião.
mas que são engraçados os videos de promoção desse livro, são (são entrevistas com a personagem Cassie): http://www.youtube.com/watch#!v=ptdbl5stHmM&feature=related
O livro deve estar por volta de 30 reais. (e o original em ingles, que vende no Brasil tbm, está de sete reais a vinte reais na internet. Bizarro não...)

Pois bem pessoal, são esses os dois livros, espero que gostem, que comprem, e depois me emprestem preu ler tbm hehehe

beijosss


segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Livro 'Dias com meu pai'

Do site do UOL


27/09/2010 - 07h00 / Atualizada 27/09/2010 - 07h00

Livro retrata últimos anos de convivência de fotógrafo com pai idoso

Tatiana Pronin
Editora do UOL Ciência e Saúde


Lidar com a morte e com o envelhecimento não é nada fácil. Mas a arte, em alguns casos, pode ser um caminho para absorver a realidade inexorável. Um bom retrato disso é o livro "Dias Com Meu Pai" (Ed. Alles Trade), do fotógrafo inglês Phillip Toledano, que trabalha em Nova York e é conhecido por suas imagens bizarras.
Depois de perder a mãe subitamente, em 2006, vítima de um aneurisma cerebral, Toledano decidiu registrar o tempo que lhe restaria de convivência com o pai. Apesar de não sofrer de Alzheimer, ele havia perdido a memória de curto prazo e perguntava pela esposa o tempo todo.
As fotos, acompanhadas de histórias e reflexões, foram publicadas em um blog até 2009, quando o pai do fotógrafo morreu, aos 99 anos, de velhice. O material foi visto por mais de 1,4 milhões de pessoas e ele recebeu mais de 20 mil comentários. "Foi uma experiência incrível, que fez com que eu me sentisse menos sozinho no mundo", conta o fotógrafo ao UOL Ciência e Saúde.
Segundo ele, a maior parte das mensagens enviadas era de agradecimento pela honestidade com que relatou sua experiência. Reações que, segundo Toledano, serviram de inspiração para transformar o projeto em livro e, de certa forma, lhe ajudaram a lidar com a dor da perda – no espaço de três anos, o fotógrafo vivenciou a morte não só dos pais, mas também de um tio e uma tia.
Para quem perdeu uma pessoa próxima, "Dias Com Meu Pai" pode ser comovente demais. Para quem não gosta nem de pensar na velhice, pode causar uma pontada incômoda. Mas é difícil não sentir essa gratidão, inexplicável, pelo trabalho de Toledano, ao folhear a última página do livro. Afinal, quem vai se safar do envelhecimento ou da morte?

"Dias Com Meu Pai"
Autor: Phillip Toledano
Editora: Alles Trade
Páginas: 92
Preço: R$ 55

domingo, 26 de setembro de 2010

dica de livro

Música Popular: Do Gramofone ao Rádio e TV
São Paulo, Ática, 1981
autor: José Ramos Tinhorão

e pra quem gostar da parte dos jingles, alguns deles estão disponíveis na internet , no http://www.clubedojingle.com/jingles.htm