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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

documentários vários

Especialmente essa metade de dia foi voltado a documentários

Primeiro porque acompanhei parte da Mostra de filmes etnográficos que fez parte do 1º Colóquio da Cátedra Roberto Cardoso no IFCH (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas) - UNICAMP. Tenho reclamações. Não é porque eu falo português e quebro o galho no espanhol que eles podem passar filmes falados em espanhol, com som quase estourado, sem legendas. Ao final, cansei de entender só uma procentagem do conteúdo e não vi toda a programação. No entanto, há que se ressaltar a qualidade e relevância dos filmes passados, todos vinculados ao CIESAS - Cientro de Investigaciones y Estudios Superiores en Antropología Social. São eles:

La Batalla de las cruces
Um documentário sobre uma série de assassinatos de mulheres na Ciudad Juárez (México), que expõe uma rede de relações perversa entre abusos sexuais à jovens seguidos de mortes, com o contexto da discriminação de gênero, exploração econômica, e corrupção governamental e policial.

Outros dois documentários, que são mais coleta de depoimentos:
Presencia de Jóvenes Indigenas en la Universidad (Mariano Báez Landa, um dos responsáveis)
e
Ba'ax Ka Wa'alik (idem)

Por último, o documentário Voces de la Chinantla. Que não vi inteiro pelas razões já expostas, mas que tem aparentemente na íntegra na internet, neste site aqui.

Depois, vim para o merecido descanso (?) na internet e me surpreendi pela reportagem da Carta Capital sobre a impossibilidade de um recente filme de Eduardo Coutinho sair para um público mais amplo (do que as 300 pessoas que estavam na sala de exibição na Mostra de Cinema de SP). 

Mas nem tudo é triste, descobri nesse pula pula internetal um blog interessantíssimo, que disponibiliza uma série de documentários online: DOCVERDADE . Vai para a listinha de blogs recomendados.. e um site português que ainda não desvendei o funcionamento: DOCSPT

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Polícia no Campus da Unicamp

Carta aberta à Comunidade de Barão Geraldo e Campinas

Hoje, dia 21 de outubro, quinta-feira, nós estudantes da Unicamp, fomos pegos de surpresa com a presença de três viaturas da polícia militar em nosso campus, cumprindo uma ordem judicial proferida pelo Ministério Público, por pressão da AMOC, a fim de impossibilitar a realização de uma atividade social dos estudantes da Unicamp e da comunidade de Campinas.

Esse fato é mais uma medida da política de repressão que não somente nós, mas todos os movimentos sociais e políticos vêm sofrendo ultimamente. A entrada da Polícia Militar no campus e na Moradia Estudantil faz lembrar tempos sombrios de nossa história, e não pode ser naturalizada. Ela é um ataque a dita "autonomia universitária", interferindo no cotidiano da comunidade acadêmica. Nós entendemos que o espaço público deve estar à disposição irrestrita da população que a financia. Nesse sentido, nunca aceitaremos passivamente a entrada da polícia no campus e na Moradia Estudantil, bem como as negociatas da reitoria, AMOC, Ministério Público e polícia, para ditar de maneira truculenta como nos comportamos e relacionamos dentro da universidade.

Nós estudantes defenderemos sempre uma universidade democrática, em que seus espaços estejam sempre à disposição da população de Campinas.

Assembléia Extraordinária dos Estudantes da Unicamp realizada após os acontecimentos do dia 21/10.